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	<title>A morte vem à noite, como um leão</title>
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		<title>Wendy</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 02:35:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Abro os olhos e parece que continuo dormindo n&#8217;um sonho de tantas noites de verão, uma realidade que quero a incontáveis luas, infinitas horas. Em alguns lugares tudo pode existir, qualquer coisa pode acontecer, onde o céu se funde com as núvens, flores falam e pelos de gato causam alucinações. Esse lugar tem uma parede [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=328&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abro os olhos e parece que continuo dormindo n&#8217;um sonho de tantas noites de verão, uma realidade que quero a incontáveis luas, infinitas horas. Em alguns lugares tudo pode existir, qualquer coisa pode acontecer, onde o céu se funde com as núvens, flores falam e pelos de gato causam alucinações.<br />
Esse lugar tem uma parede cheia de botões, são tantos que não sei qual apertar. Me sinto mais distante que o arco íris. Montarei minha centopéia para rápido chegar onde você estiver. Acho que meu amigo Ludwig van Beethoven me acompanhará nessa jornada tocando as orquestras que o mundo cão o ensinaram. Mas cuidado, tenho até hoje uma cicatriz da mordida que ele me deu quando lutamos naquele gramado perto do bosque.<br />
Rolarei esses morros todos sem fim na esperança de que o tempo possa voltar, debilmente, até aquele dia que encontramos a Branca de Neve e seu arsenal de Lápis nº 2. Fiquei com medo daqueles anões correndo atrás de mim, mas Ludwig deu um jeito neles. Ele sempre dá, mesmo com aquela cara de bicho azul com pintas brancas.<br />
Um eclipse de morcegos sombreiam a noite e cobrem os céus estrelados. Pego carona nas costas de imensos gorilas cor de gelo, e se eu estiver com fome eles me dão algumas das bananas que suas fartas mãos carregam. Vou descansar enquanto o Sol não cega meus ludibriados olhos humanos, e na alvorada eu devo te encontrar, senão continuo sonhando para ter você perto de mim mais um pouco.<br />
Em minha cabeça você está em todos os lugares, já não lembro de momento algum sem você.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/328/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/328/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=328&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Caixão sem tampa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 00:44:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Suas palavras destruiram tudo o que tentei criar para me curar, para me recuperar&#8230; Minhas feridas ainda estão inflamadas, minha dor é latente. Você voltou como alguém que finge a própria morte, acordou do mundo dos mortos e agora reapareceu em minha vida. Fui o pior coveiro que já conheci, enterrei-te muito mal e agora [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=325&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Suas palavras destruiram tudo o que tentei criar para me curar, para me recuperar&#8230; Minhas feridas ainda estão inflamadas, minha dor é latente. Você voltou como alguém que finge a própria morte, acordou do mundo dos mortos e agora reapareceu em minha vida. Fui o pior coveiro que já conheci, enterrei-te muito mal e agora você está aqui novamente. Não sei se tenho forças para lutar contra meus demônios, refrear minhas vontades e negar meus amores. Não sei se consigo fazer isso denovo. A luz do quarto está piscando, minhas mãos estão cansadas.<br />
Muito tenho de exigir de mim para conseguir caminhar sem que nada me faça parar. Quero continuar, me dê a mão e vamos sair daqui&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/325/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/325/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=325&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Palavras laranjas</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 17:07:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu gosto do teu sorriso, de como tu ficas tímida ao ser elogiada, das maçãs que facilmente se avermelham em tua face. Poderia ouvir tua voz por sete vidas inteiras sem cansar-me dela. Imitar tu me faz rir, e tua risada me faz bem de uma forma sem tamanho. Eu amo uma coisa em relação [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=323&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu gosto do teu sorriso, de como tu ficas tímida ao ser elogiada, das maçãs que facilmente se avermelham em tua face. Poderia ouvir tua voz por sete vidas inteiras sem cansar-me dela. Imitar tu me faz rir, e tua risada me faz bem de uma forma sem tamanho. Eu amo uma coisa em relação a ti, teu cheiro. Me embriago com ele quase como um alcóolatra matando seus vícios. Não quero te soltar se te abraço, e só não o faço mais vezes pra não te cansares. Quando estou perto de ti nem o silêncio me incomoda. Não me importaria se olhar tu dormir se tornasse um hábito. Percebi que tenho ciúmes de tua presença, quero ela só para mim a todo o tempo. Já te disse que tuas madeixas são lindas e essa frase repete-se na minha cabeça todo instante que meus olhos as encontram. Muitas vezes guardo para mim impulsos e palavras, talvez um dia não os faça mais, só não quero te assustar. Gosto quando tu cuidas de mim, me sinto protegido. Tu sabes o que sinto quando me batem, então tomes cuidado.<br />
Tu és o único desastre que me valeu a pena conhecer.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/323/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=323&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Finados</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 01:14:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aquela faca imunda, de metal antigo e surrado, escurecido, fétida, vinha em minha direção e foi ai que acordei. Hoje é Finados, dia que deveríamos celebrar a ida das pessoas desse mundo para o outro lado. Meu pai contou-me quando eu era pequeno que quando alguém morre devemos deixar algumas moedas em suas mãos pois [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=318&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aquela faca imunda, de metal antigo e surrado, escurecido, fétida, vinha em minha direção e foi ai que acordei.<br />
Hoje é Finados, dia que deveríamos celebrar a ida das pessoas desse mundo para o outro lado. Meu pai contou-me quando eu era pequeno que quando alguém morre devemos deixar algumas moedas em suas mãos pois o barqueiro do submundo odeia quem, segundo meu pai, acha que dá pra chegar lá de carona, mas é claro que isso é só uma história. Papai sempre contava essas fábulas até que um dia um lobo na floresta o soprou a três metros de altura e ele bateu contra um tronco de árvore e quebrou o pescoço. Vivia me dizendo que quando eu fosse grande seria maior que aquele pé de feijão da história das galinhas dos ovos de ouro, mas hoje é Finados, não me preocupo com essas trivialidades.<br />
Guardo esse ano com muito carinho em meu calendário e sempre me arrumo como para uma reunião de negócios. Visto meu terno pronto para essa ocasião, calço meus sapatos pretos lustrosos e dou um perfeito nó em minha gravata vermelha. Antes de sair pego meu chapéu coco preto e minha bengala que descançam na chapeleira que pertenceu ao meu avô. Meu sobretudo preto protege-me do vento que tenta chicotear minha pele, o céu nublado me entristece. E como é penoso ver as árvores do Central Park nuas no fim do Outono. Os varredores esquecem suas vidas em meio àquele mar de folhas a serem recolhidas. Uma brecha de luz escapa no meio das núvens cinzas. Pelo menos não está calor.<br />
Entro no Café Carlyle como faço todos os anos. Antigamente não se via tanto carro e tanta gente, e os estabelecimentos não abriam em feriados, mas hoje as pessoas só pensam em ganhar dinheiro.<br />
- Ei James, um café expresso, por favor.<br />
- Não vai mudar nunca, Sr. Sterling?<br />
- Já falei para não me chamar de senhor, e não, James, não devo mudar tão cedo. Ouvi por ai que quando mudamos algum hábito assim, sem mais nem menos, partes do nosso mundo começam a cair, tudo despedaçando-se. Como se sua vida fosse baseada naquele pequeno fato, entende?<br />
- Acho que o café já é preocupação demais pra mim, Sr. e falando nisso, tenho alguns pedidos para servir, com licença, respondeu o garçom.<br />
Pago minha conta e volto às ruas. Penso na vida daquele pobre garoto atrás daqueles balcões, sua juventude passando através de seus olhos, no decorrer de todas as xícaras que são postas sujas na pia. Ele deve ter já seus trinta anos aparentando quase o dobro só pelo cansaço, o desgaste de tantas horas no serviço, e ainda assim recebe toda a clientela com um sorriso amarelo até que cativante no rosto. Talvez sorria só pelas gorgetas.<br />
Menos pessoas andam nas ruas hoje, mas é Finados, tenho poucas preocupações num dia como esses. Aceno para um carro amarelo de passagem com a luz de &#8220;livre&#8221; acesa, o táxi para e eu entro.<br />
O carro cheira a incenso barato e alcatrão, os bancos de couro um tanto desgastados ainda estão quentes do último passageiro que sentou aqui. O motorista indiano me lança um olhar de reprovação e pergunta com arrogância para onde ele deve me levar.<br />
- Trinity Place, por favor.<br />
- Será que ninguém na cidade tem alguma coisa melhor do que ir em cemitérios para fazer? perguntou, sua fala carregada de sotaques.<br />
- Algumas pessoas ainda se importam com quem não está mais nesse mundo, respondi em seco.<br />
- Algumas pessoas esquecem que existe Karma e que nada acontece por acaso.<br />
O tempo parece ter parado um instante e já estou passando pelo meio de Chinatown. Por aqui parece ser ano novo durante todos os meses, dragões chineses de todas as cores flutuam na altura dos postes e parecem brincar como crianças em sua imponência colorida. Acendo um cigarro enquanto espero chegar no cemitério.<br />
- Quinze pratas, cobra o indiano.<br />
Pago e desço. Do outro lado da rua vejo um mendigo bater em um cachorro e comê-lo, sim, vivo e tudo mais. Hoje é Finados, nada faz sentido.<br />
Entro no cemitério e vejo Robert Fulton brincando com uma miniatura de seu Nautilus enquanto John Jacob Astor III acha que está se afogando novamente, Richard Churcher discute com Sir Albert Gallatin sobre alguns meios alternativos de ensino para garotos na costa leste e Clement Clark Moore dá seu sermão para os finados que ouvem, cuidadosamente, cada palavra do antigo pastor.<br />
- Voltando para casa Lorde? pergunta uma voz às minhas costas.<br />
É John Adam Dix, ainda vestido com seu traje do exército, todo esfarrapado.<br />
- Não o vejo desde aquele tumultuo em Nova Iorque. Foi quando, 1863?<br />
- Sim, e aqueles desordeiros acabaram dizimados. Voltou para ficar?<br />
- Não sei ao certo&#8230; Até sinto saudades dessa grama, parece que aqui ela é mais verde que qualquer outro lugar. Venho aqui para resgatar memórias, lembranças&#8230; fragmentos de quando me fui embora.<br />
- Você já está lelé da cuca, não é mesmo, compadre? caçoa Dix<br />
- Eu realmente não sei do que você está falando, respondo rindo.<br />
Ando até meu mausoléu e já faz tanto tempo que estive aqui pela última vez.<br />
Aqui eu consigo me lembrar, consigo ver a cena que tanto me perturba. Aquela faca imunda, de metal antigo e surrado, escurecido, fétida, vinha em minha direção, cravou fundo em meu peito e ai eu acordo. Albânia. Eu estava na Albânia naquela época, descansando de meus anos de alcoolismo. Matei muitos homens na Revolução, decapitei alguns, atirei em muitos outros. Os que não matei, feri ou deixei inválido. Não sei de que me valeu toda aquela chacina, todo o sofrimento que causei para morrer numa cama assim, um herói de guerra com reumatismo, o fígado quase extinto. Pensei nas mulheres que tive em minha vida, os amores que roubei dos braços de seus maridos fiéis. Matei-os e fiquei com suas esposas sim, e não me arrependo. Mas se bem me lembro do dia de minha morte, um homem visitou minha casa, pediu a minha esposa que me chamasse. Naquela época eu já estava na cama, sofria de gota e de cirrose, então ele veio até meu quarto e cravou uma faca em meu peito. Chegou perto de meu ouvido e sussurrou uma palavra: Karma.<br />
Eu me lembro, como se fosse ontem, e meu mausoléu continua intacto. Esse lugar é morto demais, irônico não? A morbidez me assola então saio para as ruas mais uma vez, para encontrar algo que me faça lembrar o que é viver, para que alivie essa dor que sinto até hoje no peito.<br />
É Finados, eu só vivo esse dia todos os anos, apenas uma vez a cada trezentos e tantos dias.<br />
Entro no Carlyle e tomo mais um café.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/318/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/318/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=318&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 07:54:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ela chegou como fazia todas as noites em que vinha me procurar, madeixas louras rebeldes balançando ao vento. Seu sorriso sempre uma arma fatal, quase comos canções sereianas que encantam os marinheiros fazendo-os se afogarem quando vão atrás daquelas belas traiçoeiras. Mas elas não são belas de verdade, é tudo uma ilusão, um jogo de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=312&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela chegou como fazia todas as noites em que vinha me procurar, madeixas louras rebeldes balançando ao vento. Seu sorriso sempre uma arma fatal, quase comos canções sereianas que encantam os marinheiros fazendo-os se afogarem quando vão atrás daquelas belas traiçoeiras. Mas elas não são belas de verdade, é tudo uma ilusão, um jogo de fumaças e espelhos. Se olhar bem perceberá que é tudo mentira.<br />
Seus braços prenderam-me em uma eterna jaula, meu cativeiro privado, nosso covil. Eu nunca quis sair de lá, mas também nunca soube se àquele lugar pertenci. Quem um dia pertenceu? Não saberia dizer nem depois dessa dose de uísque que tenho em mãos. O trago desce quente e queimando minha garganta amortecendo até minha voz. Aquele seu vestido preto que eu mal sei descrever&#8230; você está usando-o só para me fazer lembrar de tudo que passamos? Injustiça, e das grandes.<br />
O corpo sempre pouco, o coração, frágil, a vida, desconcertante, e os amores insustentáveis, as vontades reprimidas, as frases nunca pronunciadas&#8230; O tempo passa, a terra gira, os céus pegam fogo e não me importo se tudo está caindo ao meu redor. O que me importa tenho aqui perto, na distância de um braço talvez, mas não longe de mim, não mais. Dessa vez não te deixo ir embora, te algemo em mim, te amarro nos meus cabelos, nos junto em uma cirurgia siamesa. Você sempre foi parte de mim, acho que por causa daquela história de sermos fragmentos do mesmo grão de poeira cósmica.<br />
Gramados verdes para nos sentarmos, repletos de doces coloridos, explosivos e perigosos. Não vejo nenhuma etiqueta dizendo &#8220;coma-me&#8221; por aqui, então tome cuidado. Quando ver algum botão não o aperte antes de ter certeza que ele está lá, pois andam pregando peças com botões que não existem. Não tem nenhum botão ai. Se a imaginação aguçar demais lápis podem ser assassinos cruéis e impiedosos. Vi no jornal desses dias atrás uma garota que teve o lápis nº 2 azul enfiado na testa nos decorreres da aula de química geral lá não sei onde.<br />
Quando te procurava naquele bosque perto de sua casa parecia ter visto a branca de neve. E tenho certeza que anões moram naquelas redondezas, vi alguns quando te visitei certa vez, disso não me engano. Quando minha centopeia estiver recuperada e pronta para ser montada novamente devo ir até sua casa uma última vez, para tomar aquele chocolate quente e comer um biscoito olhando o dia morrer no horizonte da sua sacada.<br />
Nenhuma nostalgia deveria doer, mas você me arranca a alma do corpo só de passar por meus pensamentos, avivando minhas memórias, nossas histórias&#8230; nossas letras de amor incompleto.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/312/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/312/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=312&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tangerina</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 04:08:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>docemorte</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O chão da cozinha ainda está sujo, o suco que derramamos em nossa briga de ontem está seco, algumas moscas deliciam-se em limão. Acho que o vinil que colocamos está na mesma faixa, travada, até agora, por que não o desligou antes de sair? Você sabe que não sei mexer naquela coisa velha. Já sinto saudades das coisas que você levou embora, de seu sorriso, de seu perfume, daquele vestido florido que eu sempre queria que usasse. As cicatrizes que você deixou em mim escondo com alguma camisa velha, talvez aquela que usei na festa junina que fomos juntos. Você ria de minha barba desenha e eu do seu dente pintado de preto&#8230; Nem tudo aconteceu do jeito que você imaginava, não é? Acho que posso dizer o mesmo, porque o chão da cozinha não está sujo, nós não brigamos e nenhuma mosca se delicia em limão. O vinil toca, mas não é nada que você escutaria, não é nada que você gosta e o disco não está travado. Seu sorriso nunca esteve aqui e seu perfume eu devo ter inventado pra preencher algum vazio. Seu vestido florido está em uma foto sua que roubei pra colar na cabeceira de minha cama e as cicatrizes que tenho são de tombos que levei, joelhos ralados, mordidas de cachorro.<br />
Você, na realidade, nunca esteve aqui, porque as memórias nossas que ainda não guardamos eu inventei. Em minha mente você existe em qualquer lugar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/309/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/309/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=309&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O mundo todo em uma brasa</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 06:53:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>docemorte</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Já era mais de cinco da manhã, o despertador berrava em algum lugar no chão do quarto após ter sido derrubado alguns alarmes antes. A luz do amanhecer já invadia o ambiente pela janela, clareando lençóis rotos, cabelos desarrumados, garrafas vazias e cigarros queimados. Havia um cinzeiro ao lado da cama, abarrotado. Maços vazios de Marlboro vermelho coloriam um canto cheio deles em uma pilha de lixo. Estavam lá há quanto tempo, um mês, dois? Já passaram dezenas, talvez centenas de maços por aquele mesmo canto, aquele mesmo quarto, aqueles dois pulmões fumegados e sequelados, nicotinados. E tantos isqueiros também se acabaram só no acender daquele santo tabaco, aquela virgem seda polvirizada, aquele bentido filtro que logo se suja e fede.<br />
Ele ja não sabia viver sem aquelas toxinas, sem tragar e expirar fumaça, brincar com o cigarro nos dedos. Toda a infelicidade se extingui quando ele tem um maço em mãos para desvirginá-lo. O som do lacre se rasgando é quase um êxtase, o papel para abrir o maço é um grito de liberdade. O cigarro aceso é o assassino da solidão, o carrasco que decapta o abandono e manda ir embora todas as energias ruins.<br />
E fim dos tempos serão os que nada mais poderá ser aceso, que nada mais vai se consumir e transformar-se em fumaça, em vícios, em vontades saciadas. Mas talvez tal dia nunca chegue, pois alguma pessoas nunca chegarão a ver apocalipse algum, algumas pessoas terão tudo o que precisam caminhando ao seu lado a vida toda.<br />
Ele só precisa fazer um pouco mais de fumaça.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/306/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/306/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=306&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Machu Pichu</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 00:30:54 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Em São Paulo eu posso ver o céu que, mesmo cinza como fumaça, me completa e me reflete em asfalto surrado e castigado, ou liso e juvenil. E o ar me lambe como uma criança a um sorvete, um cachorro à mão do dono, labaredas ao pescoço de girafas que pegam fogo. As pessoas de muito me cativam, e cada vez que volto roubam &#8211; na realidade deixo que roubem &#8211; partes de mim, pedaços de quem sou e me dão lembranças, me dão sorrisos e abraços. Até que me parece uma troca justa, e mesmo se não fosse, só de te ver sorrindo me derreto como picolé em banco de praça.<br />
Faróis amarelos atiram suas luzes em mim e eu caminho, apressado, como se as calçadas fossem esteiras de academia, como um exercício, uma marcha ou uma corrida lenta até demais para ser dita corrida. Quanto mais passos mais longe fico, mais vazio, mais frio e mais escuros ficam o branco dos seus olhos, até que desaparece como fumaça, como o som de um tiro, o lampejo de um raio, o piscar de um vaga-lume.<br />
A Terra gira, mas não percebemos ela rodar. Então uma noite, uma faísca e o céu está em chamas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/docemorte.wordpress.com/303/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/docemorte.wordpress.com/303/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=303&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Segredos da noite I</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 21:14:34 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>E lá estavam eles novamente, conversando em mais uma madrugada muda e débil, sempre no mesmo lugar, no mesmo universo particular e privado, falando do futuro que os aguardavam pela frende, promessas jogadas ao léu perdidas no vento.<br />
A noite era uma criança que brincava no balanço mais próximo, cantando alegre e inocentemente um folclore obsoleto. As estrelas piscavam como vaga-lumes brincando de esconde-esconde. A rua estava quieta e os postes acesos.<br />
Várias brasas queimaram e morreram ao som das infinitas gargalhadas dos dois amigos. O tempo corria, mas não ali nem naquela noite.<br />
Um simples ruído emudeceu o garoto sentado na grama e o outro, continuando a argumentar sobre uma filosofia barata e truncada, não percebera o silêncio do amigo até ver seu rosto, rígido, exprimindo completo e descrente pavor.<br />
- Cara, não se mexe, disse o rapaz, ainda aterrorizado.<br />
- Tá bom, tá bom. Estátua! brincou o amigo, ironizando.<br />
- Não, cara! É sério, não se mexe. Não olha pra trás e quando eu falar &#8220;corre!&#8221;, você corre, alertou.<br />
- Tá, cara, agora eu não to curtindo a brincadeira. Odeio quando você faz isso, disse, afastando-se lentamente do muro às suas costas.<br />
Ouviu alguns ruídos às suas costas, silvos, barulhos de folhas, raízes no mato. Algo ganhava vida ali. As árvores todas dançavam ao ritmo do vento, balançando de um lado pro outro, galhos e folhas quase que cantando para as estrelas mudas. O menino olhou para trás.<br />
Adrenalina e medo correram seu corpo todo, pavor exalando pelos poros. Tentou correr mas era tarde. Um cipó agarrou seu pé, puxando-o lentamente para dentro do muro. Gritaria se raízes não tivessem enfiado-se em sua garganta, incapacitando-o de respirar também.<br />
Seu amigo tentou ajudá-lo, mas a Mãe Natureza é irrefreável, indomável, absoluta. Notando que não adiantaria lutar, correu. Tudo o que pisava, todas as árvores pelas quais passavam, arbustos, flores, qualquer coisa tentava abatê-lo, até tropeçar em uma raiz sobressalente.</p>
<p>Mil raízes brotaram do chão, chicoteando no ar, quase que ébrias. Prenderam-no como uma múmia de plantas, selvagem. Tornou-se parte daquele chão, daquela terra. E aquelas coisas que foram esquecidas na natureza tornam-se parte dela, até que comece a desenhar o som das folhas, olhar o cheiro das flores, degustar a cor da grama e ouvir o sabor das frutas.</p>
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		<title>Algo a ver com uma inserção</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 06:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>docemorte</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Olho de gato]]></category>
		<category><![CDATA[consciência]]></category>
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		<description><![CDATA[A cidade sempre aparecia de noite, talvez não no mesmo lugar, mas não deixava nunca de existir. As noites eram muito mais que noites, eram milagres e tragédias. A história da metrópole se reescrevia cada vez que ela nascia novamente. Ninguém ali era eterno, nem pessoas tampouco edificações. Talvez a cidade o era, mas sua [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=docemorte.wordpress.com&amp;blog=7403280&amp;post=290&amp;subd=docemorte&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cidade sempre aparecia de noite, talvez não no mesmo lugar, mas não deixava nunca de existir. As noites eram muito mais que noites, eram milagres e tragédias. A história da metrópole se reescrevia cada vez que ela nascia novamente. Ninguém ali era eterno, nem pessoas tampouco edificações. Talvez a cidade o era, mas sua eternidade era o inquestionável paradoxo de sua mutabilidade.</p>
<p>Ela nascia dos sonhos, sendo assim o sonhador era o próprio arquiteto e mestre de toda aquela existência. O inconsciente moldava as casas, criava as pessoas, desenhava as ruas e até o trânsito.</p>
<p>Se alguém visse a cidade, não seria capaz de reconhecê-la uma segunda vez. Ela era real, mas um real diferente, débil e falho. Inconsciente.</p>
<p>Vazia e ao mesmo tempo completa, ela era tão efêmera quanto imortal, morrendo ao abrir-se os olhos e nascendo em mais um sono calado</p>
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